O encontro – Cap. 2

Recrutas recomendam: para entrar em Ólinus ligue o som!

True chegou no local às 15h00.

Seu objetivo era observar antes e fiscalizar se seria seguro ficar por ali. Entrou, pediu a sua cerveja preferida da galáxia e ficou à espreita.

15h15 – alguns minutos se passaram e ela começou a ficar apreensiva e ansiosa. Decidiu ir ao banheiro para se acalmar e passar uma água no rosto.

15h18 – ela escutou um estrondo e correu de volta ao bar para ver o que estava acontecendo.

Uma briga começou e o lugar estava sendo destruído pelos envolvidos. Ao ver que era uma garota habilidosa, forte e equipada de armas a responsável pela briga, ficou observando para entender o que estava acontecendo ali.

15h20 – outra garota entrou no bar e foi em direção à briga, separou e segurou a garota furiosa que estava lutando com a gangue e então gritou para alertar a todos “os catadores estão vindo!”. 

Os catadores são uma espécie de policiais, eles são cybers programados para combater e parar qualquer incômodo que esteja acontecendo nos comércios legais e ilegais. Quando apreendido pelos cybers, você dificilmente volta e os que voltam, se encontram na esquina 23, onde acabam vagando sem consciência, eles se tornam zumbis.

True assistindo a tudo, corre em direção às duas garotas e as leva até a porta de saída aos fundos. Ela já havia observado ao chegar e sabia que levava a um beco estreito onde, com sorte, conseguiria pular a grade antes dos catadores chegarem.

Quando todas saíram, olharam à volta e em seguida simultaneamente para seus relógios antes de continuarem a fugir. No relógio eram 15h21. Juntas elas se olharam e naquele momento entenderam a ligação desse encontro e em movimento de afirmação, todas seguiram em direção ao muro. Então pularam e adentraram os becos de Ólinus.

A Arte Selvagem

Nossa percepção sobre a Feira Selvagem (Vila Digital, Sorocaba | 09 de Fevereiro de 2020)

Neste domingo, dia 09 de Fevereiro, vivemos a energia da Feira Selvagem, e se ser selvagem é ser fora do comum e transgressor, nós somos selvagens! Se é sobre rasgar os padrões que nos foram impostos, podem nos chamar de selvagens. Se é sobre ser livre, somos selvagens.
Podemos interpretar a palavra “selvagem” a partir daquilo que não é comum ou que não é bem visto pela maioria. Aquilo que vive por fora do que é urbano, da civilidade e da cultura. Ao pé da letra é sobre ser e pertencer a uma contra cultura. Se pensarmos melhor, a palavra carrega consigo um significado quase que imediato relacionado à liberdade e diversidade e com certeza foi esse sentimento que nos foi passado durante esta Feira.
Arte e Liberdade caminham juntos em uma espiral de diversidade, unindo inúmeros braços da criatividade humana. Enquanto caminhávamos na Feira, percebíamos o ambiente ao nosso redor de várias formas: desde delicados sabonetes a inúmeros alimentos, os cheiros se misturavam, uma diversa variedade de cores que acompanhavam o nosso olhar por onde passávamos, o riff de uma guitarra que se fundia ao som de risos e sorrisos. Uma ambiente selvagem por si só em ser livre e diverso. Era a própria Arte que sentíamos ali.
A Feira trouxe nessa edição diversos artistas independentes da região, de vertentes variadas. Além dos expositores e apresentações, também havia um grande espaço com variadas barracas de alimentação, com inúmeros alimentos vegetarianos e/ou veganos.
O espaço em que o evento foi realizado, a Vila Digital, é totalmente composto por natureza e verde, isso trouxe uma energia agradável para quem estava ali, em contato com o verde ao redor. A natureza deixou tudo mais espontâneo e natural, foi natural dançar embaixo de chuva, foi natural compartilhar esta energia com as pessoas que estavam ali presentes.
Ali, enquanto ser humano e natureza conviviam em harmonia através da Arte, no fim das contas, podemos observar que tudo trazia o sentimento do infinito em seus próprios tempos: a criatividade, a diversidade, a espontaneidade, a natureza, a arte. Cada um compartilhado o mesmo espaço-tempo, em uma harmoniosa dança entre aquilo que imaginamos e aquilo que colocamos em prática e somente pelo simples fato de nos permitirmos ser Selvagens e Livres.

Artes:

Placa em madeira “Friends Don’t Lie”: @caco.kids
Postal A6: @rabiscario
Terrários e mini jardins: @viridario
Bordados: @no_feitoamao

Pixel Show 2019

Arte vai muito além de um papel e um lápis, vai muito além de um curso ou um diploma. Arte é tão humana que alcança a troca, a experiência e a empatia. É energia que circula entre pessoas, é alimento pra alma de muita gente. Vai muito além de palavras, é sentimento.

Estes foram algumas das pessoas que nós conversamos hoje na Pixel Show e queremos compartilhar o trabalho de cada uma delas com vocês, que varia de ilustração à roupas e até carimbos. Não foi possível conversar com todos da feira, mas é uma meta que todos nós possamos conversar um dia, rs (ou, pelo menos, a maioria de nós). Sintam a energia dessa galera que trocou experiências conosco. Logo menos, postaremos a nossa cobertura desse evento encantador. Gratidão a todos que trocaram essa experiência conosco! E àqueles que não conversamos, nos vemos na próxima! E se você viu seu cartão aí na foto, mas não lembra da gente, a gente curtiu muito seu trampo mas você não tava no seu stand pra conversar na hora que passamos!

@anna.charlie
@artof.lucasm
@breezespacegirl
@burocratacarimbos
@daniellepioliart
@danillodsart
@flavioluizocabra
@flaviots
@gabz.godoi
@graficautonoma
@juliapinotti
@geeyoulia
@kenjilambert
@lola.nun
@superlorar
@marinafraguasart
@natztak
@niicolewafer
@sayuri.art
@sonobe.design
@tayrinecruz

#oucaumaobradearte

Esse é o nosso olhar de momentos incríveis e trabalhos de artistas maravilhosos que tivemos o prazer de conhecer nesse evento! Dá uma conferida! Direção e edição: @mtths_ss Produção: @espacodemarte Parceiros: @casajanete & @minavoz_ Agradecimentos à: Alice & Alê (@alicepedroso_ e @alerodriguesm ) @artof.lucasm @breezespacegirl @tayrinecruz Siga-nos nas redes para acompanhar conteúdo artístico: Instagram | Facebook: @espacodemarte

O começo – Cap. 1

Em um planeta distante chamado Ólinus, uma mensagem foi recebida…
True, uma jovem absorta e atenta à tecnologia, tinha poderes e habilidades mentais altamente perturbadoras, como prever futuros de realidades distintas. Certo dia pressagiou um mundo sendo destruído. Um mundo em que ela, até aquele momento, só tinha visto em suas longas e profundas pesquisas por planetas fascinantes e universos fantásticos. No mundo que anteviu, havia animais, plantas, cheiros e sentimentos, que se misturavam formando um espetáculo de cores perfumadas, plantas que farfalhavam e animais de aparência que ela nunca havia ousado imaginar. Era um planeta lendário por sua pureza, ou pela pureza que True sentia em relação a ele. O desconhecimento e a fascinação de True se misturavam à pureza que aquele universo aparentava ter… Percebendo aquele mundo fantástico com todos os seus sentidos, True se viu na posição de fazer algo por aquele planeta fascinante, o qual estava em meio à destruição.
True vivia no planeta Ólinus. Este era um planeta tecnológico muito avançado, que se baseava em comércios e negócios firmados, entre distintos seres provenientes de diferentes lugares. As relações eram intermediadas pela alta capacidade tecnológica que Ólinus dispunha, já que era um planeta habitado por incontáveis seres distintos oriundos de toda a galáxia. O planeta era recortado por becos, edifícios e grandes avenidas terrestres, marítimas e aéreas. A aglomeração nas ruas em decorrência das feiras mercantis de troca de produtos legais e ilegais, chamava a atenção. Ambas modalidades eram mutuamente aceitas e geravam lucro para a economia de Ólinus.
O planeta era bastante envolvente pelas formas de prazer que dispunha. Ele engolia e repelia. Era referência tecnológica e mercantil na galáxia conhecida. Os ambientes noturnos eram frequentados por descobridores de mundos, caçadores de recompensas, engolidores de estrelas e grandes assassinos procurados. Em cada beco era possível encontrar bares cheios desses tipos. E foi em um lugar assim, que a visão de True mostrou o que deveria ser feito!
Sua visão havia sido perturbadora, cheia de sofrimento e destruição. Em uma cena específica, True sentiu a presença de duas outras criaturas. Jamais, em todas as visões que havia tido, True sentira a presença de outros seres, como se estivessem compartilhando aquele mesmo momento. Ela se viu ao lado de outras duas criaturas, como se suas mentes estivessem conectadas.
Uma única mensagem foi recebida nitidamente. Era a imagem de um bar, que estava localizado em um dos becos mais violentos de Ólinus. A entrada do local continha uma placa que indicava uma data e um horário específicos:

Ólinus – 13.06.3013 – 15h21

O dia era 13.06.3013, e faltavam apenas algumas horas até o horário indicado. De alguma forma, True sabia que isso se referia à revelação de sua visão e que conseguiria respostas para o que até então nunca havia experienciado antes. True sentiu-se instigada a ir atrás de respostas, saiu em disparada para o bar, correndo ofegante entre as aglomerações de Ólinus, não podia deixar de lado o que acabara de acontecer. Precisava descobrir mais sobre o planeta em destruição, precisava entender como aquela visão havia sido compartilhada.
Estava totalmente decidida e determinada a fazer aquilo, independente o que fosse, ela precisava salvar aquele mundo.